Primeiro Cabo André - RIB
Blogue dedicado a um homem de trabalho a que a vida, no final pregou uma partida, e agora tem dificuldade em deslocar-se, somente com duas muletas e muito devagar...
A Minha Homenagem
O teu filho têm o prazer de colocar aqui os versos que diariamente por ti são feitos, desejando que os mesmos sejam visíveis por todos e como uma homenagem ao grande homem e Pai que sempre fostes
email para contacto: joaquim.marreiros@gmail.com
domingo, 10 de outubro de 2010
Actualizações
Francisco
domingo, 3 de outubro de 2010
Os meus Padrinhos
quando ainda era novo
andava de feira em feira
na barraca dos meus padrinhos
que moravam na Zambujeira
o meu padrinho e madrinha
levaram-me para esta vida
numa barraca de comida
era a vida que eu tinha
eu trabalhava até na cozinha
mas é uma coisa que eu louvo
e era o que dizia o povo
que eu muito trabalhava
era a vida que levava
quando ainda era novo
meus padrinhos eram feirantes
eles tinham aquela vida
quando me deram guarida
eram pais adoptantes
e havia muitas estantes
que a vida era trabalheira
e fazia-o na brincadeira
isto até tinha sentido
eu andava divertido
andava de feira em feira
era uma vida de trabalho
que a família tinha em conjunto
nós trabalhávamos muito
para termos agasalho
de vez em quando havia um balho
para elas nos darem carinhos
era a luta dos pobrezinhos
mas uma luta aborrecida
eu fazia a minha vida
na barraca dos meus padrinhos
os meus padrinhos moravam
no Monte da Samoqueira
andavam de feira em feira
era a vida que levavam
e eles bem reparavam
eu fazia muita asneira
fazia-o por brincadeira
e eu agora que o diga
eu tinha muita malta amiga
que morava na zambujeira
Rio Mira
Rio Mira nasce em Milfontes
uma vila do Alentejo
tem uns lindos horizontes
umas margens que invejo
é um rio muito bonito
onde nada muita gente
e tem um afluente
escondido num infinito
por isso já tenho dito
ele tem os seus horizontes
entre ladeiras e montes
e isso não admira
pois isto não é mentira
o Mira nasce em Milfontes
o rio é muito mansinho
dá para a gente passear
para a gente navegar
e nadar devagarinho
por isso digo baixinho
passa a herdade do Brejo
uma herdade que eu invejo
que tem uma água cristalina
uma vila que a todos domina
uma vila do Alentejo
tu és um rio a valer
e tens em ti muito peixe
e mesmo que aqui deixe
este meu pouco saber
devo sempre compreender
mesmo que tu me confrontes
mas entre ladeiras e montes
eu gosto mesmo de ver
a tua água a correr
tu tens lindos horizontes
tens um caudal bem cheio
e barcos a navegar
sempre prontos para ajudar
a quem anda neste meio
e já à cabeça me veio
que lá por ser do Alentejo
tem as margens como o Tejo
as quais são muito catitas
são formosas e bonitas
umas margens que invejo
A Fruta
a amoreira dá amoras
a ameixoeira dá ameixas
uma fruta que adoras
a cerejeira dá cerejas
bolota vem da azinheira
a alfarroba vem da alfarrobeira
fruta que bem a proteja
e que toda a gente a veja
e antes que te arrependas
quero só que me compreendas
naquilo que vou dizer
então ficas a saber
a amendoeira dá amêndoas
é de onde vem o pão
é da seara do trigo
a figueira dá o figo
o meloeiro o melão
o limoeiro dá o limão
um sumo que tu adoras
por isso tu exploras
qualquer sumo que arranjas
a laranjeira dá laranjas
a amoreira dá amoras
o morango nasce do morangueiro
a pêra nasce da pereira
o figo é da figueira
o pêro nasce do pereiro
tu és um gajo porreiro
mas caso não te protejas
pode ser que ainda vejas
o mel que vem da colmeia
eu a mim não me chateia
o marmelo é do marmeleiro
a laranja da laranjeira
a tangerina da tangerineira
o pêssego do pessegueiro
o morango do morangueiro
a amoreira dá amoras
a fruta que tu exploras
a romaneira dá romãs
a macieira dá maças
uma fruta que tu adoras
a minha vida
Eu já estou muito acabado
a minha vida está no fim
já vivo amaldiçoado
já ninguém gosta de mim
Quando tinha vinte anos
vim para a tropa e fiquei
mas eu nunca melhorei
a vida foi só enganos
nestes meses nestes anos
eu muito tenho tentado
muito eu tenho caminhado
e ao percorrer este caminho
eu já não sinto carinho
já estou muito acabado
sinto-me adoentado
tenho a saúde afectada
eu já não ando nem nada
vivo muito apoquentado
eu muito tenho pensado
a minha saúde está ruim
o que será feito de mim
eu já me sinto carente
eu estou velho e doente
a minha vida está no fim
Isto está num vai e vêm
já sinto falta de saúde
eu lutei enquanto pude
mas eu não sei bem porquê
mesmo que pense muito bem
todos me dão o recado
eu bem tenho reparado
não fazem caso do que digo
já todos ralham comigo
eu vivo amaldiçoado
A minha mulher coitada
ainda para ali vai brigando
anda sempre trabalhando
ela está muito cansada
eu já não quero mais nada
a minha vida é já ruim
a saúde está no fim
a vida já pouco existe
eu vivo doente e triste
já ninguém gosta de mim
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
importante
já existe muito material para colocar, agora é so um pouco de tempo para tal.
sábado, 19 de setembro de 2009
as minhas origens
uma terra à beira mar
com uma costa muito gira
onde aprendi a pescar